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Assessoria -  Fazer as pessoas felizes é o nosso objetivo!

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Estilista: Antonio Riva. Fotógrafo: Maurizio Montani. Modelo: Ana Carolina Guimarães

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Qual a importância da Moda e da Arte na nossa vida comum?

Em algum momento vocês já ouviram falar que Milão é a capital mundial da moda. As marcas: Armani, Versace, Dolce&Gabbana, Prada, Valentino, Gucci, Fendi, Salvatore Ferragamo, Emilio Pucci, Louis Vuitton, Ermenegildo Zegna, Chanel, entre outras, são conhecidas no mundo inteiro.

 

Em Milão, podemos nos deslumbrar com as vitrines dessas lojas concentradas num ponto do centro da cidade,  conhecido como o Quadrilátero da Moda, que representa 12% do PIB da cidade.

 

As vias Monte Napoleone (homenagem dos comerciantes da rua a Napoleão Bonaparte, quando esse foi imperador de Milão), Alessandro Manzoni, della Spiga e corso Venezia formam esse quadrilátero.

 

Visitar Milão e não passar por essas ruas é como ir a Roma e não conhecer o Vaticano. Além das lojas, os estúdios dos estilistas (podemos chamá-los de artistas) geralmente, estão na parte superior do prédio. Possuir uma bolsa da Louis Vuitton ou um casaco da Chanel chega a ser o grande sonho de muitas mulheres.

 

Mas o que representa a moda? Será apenas o poder de exibição de um vestido ou terno muito caro, com etiqueta de uma dessas marcas? Será que comprar ou usar aquilo que está “na moda” nos torna mais felizes ou importantes? Então qual é a importância da moda para o ser humano?

 

Continue a ler esse texto e compreenda de onde vem essa cultura da Moda.

 

A relação de Milão com a indústria da vestimenta inicia no século XII quando Milão se desponta como polo manufatureiro de tecidos, na Europa. Essa atividade ofereceu a muitos trabalhadores um grande número de empregos, trazendo prosperidade e riqueza para a região e para a população.

 

Com a abertura dos canais do bairro Navigli (veja a história neste blog na parte de Estadias e Passeios) se tornou possível a chegada e saída de embarcações desse porto para o mar Adriático e o comércio da lã e da seda, produzidas em Milão, se expandiu grandemente.

 

Milão chegou a ter duzentos mil habitantes do século XIV ao XV se tornando uma das cidades mais ricas e poderosas da Europa. Podemos perceber que a indústria da moda (vestimenta) promoveu o desenvolvimento social e econômico dessa população.

 

Atualmente, Milão emprega, em toda cadeia da moda, milhares de trabalhadores nas mais diversas profissões e de várias nacionalidades. Quando o estilista (artista criador) desenha a sua obra de Arte, entra em cena toda a logística para a roupa ser produzida e comercializada: a indústria produtora do tecido (que emprega outras tantas pessoas), os modelistas (que traduzem a ideia do estilista para os moldes), as costureiras (muito valorizadas), os planejadores do calendário das estações, os organizadores de eventos de desfiles, os comerciantes, entre outras profissões.

 

A MODA E A ARTE

 

Segundo a professora Úrsula de Carvalho Silva (2009), a cultura da moda surgiu no final da Idade Média e início do Renascimento Italiano como diferenciador do status social . Os estilos das roupas dos nobres eram copiados pela burguesia, nas cores e desenhos dos tecidos, no corte e nos adornos.

 

Em Milão, o Renascimento (séc. XVI) foi um movimento cultural e artístico que resultou da grande expansão econômica que a indústria de tecidos trouxe para a cidade. O homem, livre das amarras da religião, volta-se para si, deixando que a sua vaidade venha à tona. Os valores humanistas retornam com a Filosofia para a formação do homem íntegro que pensa por si.

 

A figura humana é o foco da Arte. Nas pinturas, o retrato de pessoas toma conta dos interesses dos artistas como Leonardo Da Vinci (retrato de Mona Lisa), Rafael e Michelangelo, entre outros.

 

Na moda, Milão continua com destaque para a produção de seda, veludos, brocados e cetins de alta qualidade, para toda a Europa. As cores extravagantes deram o tom do momento, principalmente para os homens, com roupas mais requintadas, exigindo um corte perfeito. A Itália dita a moda, talvez por ser um polo de grandes artistas renascentistas.

 

No século XVII, na Itália, o Renascimento se transforma no movimento conhecido como Barroco. O ser humano se volta para a observação dos fenômenos da natureza, quer conhecer os seus mistérios, fato que a religião proibiu, no passado.

 

Isaac Newton, Galileu Galilei, René Descartes, Francis Bacon, dentre outros são os nomes de destaque no processo de observação, entendimento e explicação dos fenômenos da natureza. Era o movimento dos iluministas e da Revolução Científica que se contrapunha às crenças religiosas de que a natureza era um mistério proibido de se desvelar.

 

Na Arte, o Barroco retratou, com mais intensidade, a emoção e a natureza humana, com efeitos de luz na pintura de retratos de pessoas e cenas da vida. Destaque para o Narciso de Caravaggio que se admira, retratando o egoísmo humano.

 

A Moda sofre influência direta da Arte com o uso da renda e das perucas brancas tanto para homens como para as mulheres. Segundo a professora Úrsula Carvalho Silva (2009), as várias anáguas e a cintura muito fina eram o modelo para as mulheres. O corpo e suas formas estavam em destaque.

 

Os tecidos, luxuosos e caros, tinham a predominância das cores de tons bem fortes como o vermelho, azul e amarelo. Muitas flores enfeitavam os tecidos e a cabeça das mulheres. A Natureza estava em alta e os seus elementos inspiravam os estilistas.

 

No século XVIII, a Revolução Francesa termina com o domínio da nobreza extravagante e cara, transformando os hábitos da população da Europa. Roupas mais confortáveis e leves, menos custosas formam o estilo do momento, num mundo com maiores dificuldades sociais.

 

Em Milão, Napoleão Bonaparte se torna Imperador do Reino de Itália (1804 a 1815) e traz da França a moda das roupas mais práticas. Sem extravagancia, as mulheres usam a moda tipo camisola de musseline com recorte de cintura alta, abaixo dos seios, modelo das antigas gregas.

 

A partir de 1820 a 1824, Milão recebe influência do Romantismo que se contrapõe à racionalidade do Iluminismo científico e recupera os valores espirituais do ser humano. Esse movimento influenciou fortemente a literatura, o teatro, com destaque para as artes plásticas que representavam nas esculturas os temas dramáticos da literatura.

 

Na moda, as mulheres tomam a frente retornando com os temas dos tecidos com florais e listrados. Também retorna o uso da cor preta para os vestidos femininos, agora como marca de elegância. A cintura é novamente remarcada e as saias volumosas, assim como os decotes. O leque e o xale de renda estavam presentes nos ombros, assim como as joias no pescoço, braços e o broche. Os sapatos de salto baixo e os cabelos em cachos.

 

No início do século XX não foi a Arte, mas a guerra quem mudou os hábitos da Moda. Os homens vão para a guerra e as mulheres assumem seus lugares na família e no mundo do trabalho. A mulher precisa de roupas mais confortáveis.

 

Foi um francês, Paul Poiret, quem libertou as mulheres dos apertos na cintura e dos incômodos das anáguas. As saias se encurtaram aparecendo as canelas; Os sapatos passaram a ter maior atenção, pois estavam de fora. A calça tipo pantalona também é desse estilista. A alta costura tem início com Poiret.

 

Mas foi uma outra francesa, Gabrielle Coco Chanel, que se tornou a estilista mais famosa do século XX, criando o famoso tailleur com corte e caimento perfeitos, sendo copiado no mundo inteiro. O pretinho básico é a marca de Chanel para as mulheres do seu tempo, que alcançavam, cada vez mais, sua autonomia, fumando em público e dirigindo seus próprios carros.

 

Nesse período, a calça comprida passou a ser obrigatória no guarda roupa feminino, numa alusão aos direitos iguais entre os dois sexos.

 

Atualmente, o que marca a Moda e a Arte é a liberdade de estilos, refletindo o tempo de uma sociedade individualista e materialista. Somos livres para escolhermos o que mais nos deixa feliz ao vestir, temos conexão com tudo e todos, mas estamos cada vez mais solitários.

 

 O corte perfeito e o caimento bem feito de uma roupa ainda se compara à obra de Arte de um grande artista, seja um estilista da alta costura ou aquela costureira do interior de Minas Gerais. 

 

É preciso muita habilidade e inspiração para as duas coisas. Um filósofo japonês, Mokiti Okada, nos diz que a Arte de alto nível e qualidade eleva o espirito do homem por meio do Belo. A roupa feita com muita qualidade e perfeição faz o mesmo efeito.

 

 

No próximo post vou escrever sobre a Alta costura e o que a cidade de Milão representa para esse seguimento.

 

Podemos levar você ao Museu della Moda e del Costume, a 100km de Milão, entre os Lagos de Garda e Iseo para conhecer essa historia de perto. O Museu apresenta 5000 peças entre roupas e acessórios, chapéus, lenços, guarda-chuvas, roupas intimas, etc., numa cronologia que vai de meados do sec. XVIII até o nascimento da alta moda no sec. XX.

O Museu possui um arquivo muito rico de roupas e acessórios de grande interesse, agora disponível para designers, acadêmicos e colecionadores para pesquisa. Toda a história é contada por um guia historiador. Mas, estaremos juntos para a tradução do italiano para o português.

 

Ainda nesse circuito visitaremos o Museu del Tessuto que apresenta a história da utilização do tecido no vestuário do homem, ao longo da história. Possui mais de 3300 amostras de vestuário do século III ao XX. Expõe a confecção das roupas dos nobres, religiosos, contemporâneas. Apresenta todo o processo de transformação do tecido, desde a sua matéria prima à confecção da roupa, perto do Lago de Como, a 50Km de Milão.

 

Faz parte desse percurso da Moda os Museus em Milão: Silos (Armani); Fundação Prada; Pallazo Morando; o Quadrilátero da Moda e alguns dos famosos Brechós Vintage.

 

Se você quiser conhecer melhor o assunto pode acessar o livro da professora Úrsula de Carvalho Silva em:

https://wiki.ifsc.edu.br/mediawiki/images/e/e2/Hist%C3%B3ria_da_Indument%C3%A1ria_vers%C3%A3o_02.pdf

 

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Solange Padilha

Os tesouros escondidos nos arredores de Milão

.Na cidade de Ciliverghe di Mazzano, vizinho à Brescia, cerca de menos de 100 Km de Milão, a caminho de Verona, encontramos uma preciosidade: a Villa Mazzucchelli cujo nome é uma homenagem ao famoso escritor do século XVIII, Giammaria Mazzucchelli.

 

O conde Federico Mazzucchelli (Brescia, 1671- 1746) iniciou a construção desse maravilhoso prédio e seu filho Giammaria (Brescia, 1707-1765), continuou esse trabalho, anexando à mansão do século XVI, o corpo central e a ala ocidental.

 

Podemos observar na pilastra do portão central a data de finalização da construção, em 1753. A Villa Mazzucchelli, pode ser visitada para admirarmos a beleza da arquitetura de uma mansão em forma de U, em estilo palaciano europeu dos anos 1700, com salões ricamente decorados em afrescos no teto e paredes. Lustres e alguns móveis da época formam um cenário que transporta a nossa imaginação ao modo de vida das famílias que aqui viveram.

 

A Fundação Giacomini Meo Fiorot, criada em 1995, cuida, atualmente, desse tesouro arquitetônico promovendo e valorizando o patrimônio imobiliário, histórico, artístico e ambiental da Villa Mazzucchelli e as coleções dos museus que hoje a mansão Mazzucchelli abriga: o Museu da Moda e do Traje e o Museu do Vinho e do Saca-Rolhas.

 

Estivemos nesse local maravilhoso para conhecermos a coleção de trajes da moda a partir do século XIII até o início da alta costura.

 

Dividido em cinco sessões que se renovam de acordo com a estação na ocasião em que visitamos o Museu, as roupas e acessórios que estão expostos contam com peças de alta costura com grandes nomes, tais como: Fontana Sisters, Capucci, Genny, Ungaro, Balenciaga, Roberta di Camerino, Versace.

 

Uma sessão apresenta um percurso histórico das roupas intimas de mulher, documentando a evolução de calcinhas e espartilhos com osso de baleia, ao nascimento dos sutiãs modernos no século XIX, como elemento para erguer o busto, além das calcinhas de hoje. Também podemos observar o nascimento de collants e o advento dos tecidos elásticos revolucionários.

 

O Museu possui um arquivo muito rico de roupas e acessórios de grande interesse, agora disponível para designers, acadêmicos e colecionadores para pesquisa, consulta e locação de desfiles de moda, eventos especiais e sessões de fotos. http://www.villamazzucchelli.it/collezioni/museo-moda/

 

O Museu da Moda e do Costume faz parte do nosso roteiro de Moda e Designe de Milão.

 

Venha para Milão conhecer a história da moda e do designe italianos, que ditam tendências para todo o mundo, movimentando uma economia de milhões de euros e muitos empregos.

 

Deixe o seu comentário e compartilhe o texto com quem gosta de moda.

 

Solange Padilha

VILLA MAZZUCCHELLI

O Museu da Moda e do Costume faz parte do nosso roteiro de Moda e Designe de Milão

O Museu possui um arquivo muito rico de roupas e acessórios de grande interesse, agora disponível para designers, acadêmicos e colecionadores para pesquisa, consulta e locação de desfiles de moda, eventos especiais e sessões de fotos.

A MODA: O Belo que faz bem à alma

Você se veste apenas para cobrir o corpo? O que significa a roupa para o ser humano? Muito mais do que apenas cobrir as partes do corpo ou se aquecer do frio, a vestimenta humana está relacionada com períodos históricos da humanidade, com suas lutas sociais, seus valores e crenças do momento.

 

Ao estudarmos a cultura dos povos, desde a antiguidade até o período atual, encontramos significados das roupas muito relacionados com poder e status.

 

Quanto mais belas e com cortes precisos, mais as vestimentas demonstravam o nível social de quem as usava. Por exemplo, no século IV, na região de Constantinopla, no período do Império Bizantino (Roma Oriental), os pobres eram identificados pela cor azul de suas vestes. Somente os nobres tinham roupas coloridas, porque podiam pagar pelas tintas.

 

No Japão, até o século IV, homens e mulheres se vestiam com longos tecidos enrolados no corpo e amarrado no pescoço. Cortar e costurar o tecido remonta ao século IV, quando o Japão alcançou uma etapa de desenvolvimento econômico.

 

Nos séculos VI a VIII, quando o budismo foi introduzido no país, vindo da China, as roupas dos nobres da corte do Imperador mostraram forte influência chinesa.

 

A importância dos detalhes e da beleza dos tecidos, além do corte perfeito das roupas japonesas é marca da cultura desse povo, até os dias atuais.

 

Na Inglaterra, no período em que a rainha Vitória, uma ultraconservadora dos costumes de roupas e comportamentos femininos, governava o país (século XIX), se uma mulher mostrasse o tornozelo seria um escândalo imperdoável. Era a época dos espartilhos, da cintura fina e das saias armadas até o pé.

 

Na China comunista, durante a Revolução Cultural (1966), a túnica de Mao-tsé Tung ganhou notoriedade pelo que ele representava para o povo chinês, tornando-se a vestimenta escolhida para ser usada por todos.

 

A Europa vem ditando a moda para o resto do mundo ocidental, desde a idade média. Segundo o Blog História da Moda, a autora, Sana, nos diz que foi também na Inglaterra, em 1858 o primeiro desfile de modas de Alta Costura usando modelos vivos.

 

Atualmente, Milão tirou o título da França de Capital da Moda e os maiores estilistas migraram para esta cidade, movimentando milhões de euros e oferecendo milhares de postos de trabalho.

 

Uma mulher, no início do século XX, lançou uma moda na vestimenta feminina, colocando calças de homem na mulher e nos libertando da obrigação de  usarmos somente saias. Era uma francesa. Seu nome: Coco Chanel.

 

Nesse período, a mulher buscava sua igualdade de direitos com os homens, numa sociedade totalmente machista.

 

Você sabe qual é a semelhança entre a Moda de Alta costura e um vestido de noiva feito por uma costureira experiente na cidade do interior do Brasil?

 

O termo Alta Costura é uma classificação que existe desde o século XIX, na França, criado por um grupo de artesãos franceses que estabeleceram os critérios para uma roupa ser considerada nesta classificação.

 

Um dos critérios é o de que a roupa deve ser confeccionada a mão, com muito luxo e perfeição. Poucas marcas recebem esse conceito. Mas, quantos de nós conhecemos uma costureira do interior do Brasil que costura a mão, um vestido de noiva, que mereceria ser reconhecida por esse sindicato francês!

 

Enfim, a moda está ligada ao conceito de arte. Envolve inspiração, habilidade e visão do Belo. E o Belo é uma energia boa. Mokiti Okada escreveu: “O Belo eleva o espirito dos homens através dos olhos”. E isso se aplica a uma roupa bem-feita, com um corte preciso e nas medidas corretas.

 

Se você quer conhecer a história da Moda através dos tempos, conhecer os primeiros modelos de estilistas famosos da moda europeia, deve vir a Milão. Preparamos um roteiro fantástico para quem deseja visitar a capital da moda e conhecer, de perto, como tudo aconteceu ao longo da história.

 

Veja uma parte da programação:

 

Fundazione Prada; Museu Armani – Silos; Palazzo Morando; Quadrilátero da Moda (Milão); Brechós Vintage luxo de Milão;

Museu del Tessuto (Lago de Como).

Museu della Moda e del Costume (Bréscia);

 

 

Venha a Milão com a nossa assessoria conhecer a Moda que começa aqui e vai para todo o mundo. 

Escreva uma mensagem para maiores informações.

 

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Museo della Moda e del Costume

Cidade de Brescia entre os Lagos de Garda e Iseo (100km de Milão) apresenta 5000 peças entre roupas e acessórios, chapéus, lenços, guarda-chuvas, roupas intimas, etc., numa cronologia que vai de meados do sec. XVIII até o nascimento da alta moda no sec. XX. O Museu possui um arquivo muito rico de ro