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Parmigiano Reggiano

Você sabe qual é o benefício de se comer o queijo parmegiano?

Em 2013, a UE (União Europeia), introduziu o termo Produto da Montanha para os alimentos produzidos nas regiões montanhosas dos países que compõem a UE.

Um dos produtos que recebeu essa classificação foi o queijo mais famoso do mercado italiano, o Parmigiano Reggiano. Nas montanhas de Parma, Reggio Emilia, Modena, Mântua e Bolonha mais de mil e duzentos agricultores em mais de 3500 fazendas produzem leite de alta qualidade para a fabricação desse queijo.

Nessas fazendas, os produtores envelhecem o queijo por um período mínimo de 12 meses até dois anos, verificando o processo, dia após dia. Conhecer a origem desse alimento, ou seja, de qual região da Itália é produzido é motivo de orgulho para os produtores.

O trabalho dos seus antepassados que ali viveram, produziram a riqueza que hoje representa o mais importante fator da economia local. Por esse motivo, e para manter a qualidade alcançada pelos criadores da receita, o Parmigiano Reggiano é feito hoje como há nove séculos: os mesmos ingredientes (leite, sal, coalho), o mesmo cuidado e paixão, mesma área de origem.

A produção do Parmigiano Reggiano obedece a um rigoroso controle de qualidade, que vai desde o que a vaca come no pasto, ao tempo e local de armazenamento para se obter o produto final desse queijo, cujo sabor é inconfundível.

Segundo o site oficial do produto os requisitos para a certificação são:

• 100% leite tem de ser ordenhado em estábulos em áreas montanhosas

• Mais de 60% da nutrição das vacas deve ser cultivada na área de montanha

• Laticínios e envelhecimento até 12 meses no mínimo, em área montanhosa

• Passar pela avaliação sensorial (grupo de degustação) e análise de composição química.

Como dissemos, o queijo deve ficar maturando em torno de 24 meses, podendo chegar até 36 ou 48 meses, para atingir as características típicas.

O sabor, aroma, e sua alta digestibilidade se deve à ação de enzimas liberadas pelas bactérias lácticas que determinam as propriedades desse alimento.

Quatro raças de vacas contribuem para o preparo do Parmigiano Reggiano:

• Vaca branca modenesa, Vaca vermelha de Reggio Emilia, Vaca castanha e Frísia Italiana.

Como cortar o Parmigiano Reggiano

Para se manter intacta a estrutura interna e o grão natural desse queijo, é necessário um tipo especial de faca em formato de amêndoa. Na verdade, não se corta mas se abre a peça do queijo.

Para se cortar a crosta se desenha uma linha ao meio do diâmetro da peça com a ponta da faca, que possui uma lâmina curta e pontiaguda.

 A crosta é cortada em cima dessa linha. O movimento requer muita experiência e precisão, porque deve-se dividir primeiro em duas partes iguais e depois em partes menores, para que a qualidade do produto não seja comprometida.

O Parmegiano Reggiano é um dos alimentos considerados mais completos para o consumo de proteína animal.

Venha conhecer a Itália com nossa assessoria. 

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Corte do Parmigiano Regiano

Altar de Nossa Senhora das Dores sobre o Cristo Morto

A Arte da Morte

O que vemos e sentimos ao entrar na atual capela dedicada a Nossa Senhora das Dores, depende muito da visão de mundo de cada um. Tentei imaginar o motivo do artista em utilizar aqueles restos humanos que ficaram séculos naquela sala. O artista teve o cuidado de distribuir as peças num conjunto ha

A ARTE FEITA COM A MORTE

Visitar as Igrejas de Milão, na Itália, é poder contemplar maravilhosas obras de arte realizadas por artistas que viveram antes e depois de Cristo.

 

A Arte humana é a representação das aflições, dos sentimentos, dos instintos, da história de vida, dos erros e acertos, dos amores e ódios, enfim, da visão de mundo do artista.

 

Sempre me sinto revigorada quando visito uma Igreja ou Museu em Milão ou qualquer outro lugar do mundo. Minha imaginação voa ao observar as expressões humanas das pinturas nas paredes das Igrejas ou nas telas e esculturas expostas em Museus ou em praças.

 

Fico imaginando o que aquele artista estava querendo transmitir com a sua arte. Já vi a figura de Jesus, pintado ou esculpido, com semblantes totalmente diferentes. Como o Cristo de Bramante ou de Andrea Mantegna, na Pinacoteca de Brera; também as várias Pietás (Maria com Jesus morto) retratadas ou em mármore, de artistas como Michelângelo e Bellini.

 

Vale lembrar aqui as várias versões da Última Ceia de Jesus com os apóstolos de Leonardo Da Vinci, reproduzidas e esculpidas no mundo inteiro. Mas só quem vem a Milão pode ver a original.

 

Porém, nesse texto, desejo falar da Arte feita com a Morte. Continue a leitura para entender o título.

 

Perto da Catedral Duomo, a mais importante de Milão, escondida na lateral da não menos importante e uma das mais antigas, a Igreja de San Stefano (onde Michelângelo foi batizado), fica uma capela dedicada à Nossa Senhora das Dores, cujas paredes foram revestidas de crânios e ossos humanos.

 

Isso mesmo que você está lendo! Crânios e ossos de pernas e braços humanos. É a Capela do Ossário da Igreja de San Bernardino. Como vocês podem ver nas fotos que ilustram esse texto, o tema do artista foi, literalmente, a Morte.

 

As versões históricas sobre a Capela do Ossário

 

No local, por volta do século XI, havia um cemitério que fazia parte do complexo da Igreja de San Stefano Maggiore. Na época, era comum as Igrejas abrigarem cemitérios.

 

Também nesse período histórico, os padres e religiosas costumavam aplicar os tratamentos em doentes, principalmente naqueles que estavam condenados por doenças mortais.

 

No início do século XII, um hospital foi construído ao lado desse cemitério, o Brolo. Leprosos eram enviados para o Brolo. Também, nesse hospital, se encontrava uma “Roda dos inocentes”, onde os bebês indesejados pelas famílias eram colocados, para as religiosas cuidarem.

 

Um compartimento desse hospital foi designado para receber os mortos que não tinham um lugar para serem enterrados, porque os cemitérios daquela Igreja e de outras partes de Milão não tinham mais espaços. Os corpos foram amontoados por muitos anos.

 

No século XIII, no local do Hospital foi construída a Igreja de San Bernardino e a sala dos ossos foi anexada à Igreja. Mas em 1642, o campanário (coluna do sino) da Igreja vizinha de San Stefano Maggiore caiu sobre a San Bernardino que ficou destruída junto com o Ossário.

 

Foi então que, na restauração desse local, o artista resolveu utilizar os restos humanos do antigo hospital e do cemitério, na decoração das paredes da sala dos ossos.

 

O que vemos e sentimos ao entrar na atual capela dedicada a Nossa Senhora das Dores, depende muito da visão de mundo de cada um. Confesso que me emocionei e chorei quando vi aqueles crânios e ossos de pernas e braços decorando a capela. Pensei no sofrimento e na dor daqueles desconhecidos.

 

Depois tentei imaginar o motivo do artista em utilizar aqueles restos humanos que ficaram séculos naquela sala. O artista teve o cuidado de distribuir as peças num conjunto harmônico que, passado a primeira sensação de assombro, conseguimos ver beleza.

 

Sebastiano Ricci assina os afrescos, mas não encontrei confirmação se também foi esse o autor da decoração com a morte.

 

Por todos os motivos, os amantes da Arte e da Historia podem e devem visitar o local, que fica na Via Carlo Giuseppe Merlo 4, centro de Milão, pertinho da Piazza Duomo.

A entrada é livre.

 

Visite Milão com a nossa assessoria.

 

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Solange Padilha

A FESTA DA BEFANA

No Folclore italiano encontramos uma personagem muito querida pelas crianças, tanto quanto o Babo Natale (Papai Noel): a bruxinha boa, a Befana.

 

Muitas versões podem ser encontradas, mas a que eu mais gosto é a que relato a seguir:

 

A lenda conta sobre um acontecimento no dia do nascimento do Menino Jesus, quando os Reis Magos procuravam o local da manjedoura e ainda não tinham visto a estrela guia.

 

No meio do caminho, encontraram essa velhinha e lhes perguntaram se ela poderia acompanhá-los até ao local do nascimento. A Befana negou e não quis saber de ajudá-los.

 

No momento em que a Befana soube quem era aquela criança, ficou muito arrependida e no seu pedido de perdão prometeu que, pela eternidade, no dia de Reis, ela voaria na sua vassoura, procurando as crianças para entregar presentes.

 

A partir daí, todos os anos, a Befana voa por sobre as cidades a procura de crianças que irão receber as balas e guloseimas trazidas pela bruxinha boa, para fazer as crianças felizes, nesse dia.

 

Se for uma criança que não se comportou bem, ao longo do ano, recebe um pedaço de carvão. Pelo menos é o que conta a lenda.

 

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Solange Padilha

A familia Bialetti e o cafezinho do italiano

O Brasileiro e o italiano possuem vários gostos em comum, e beber café depois das refeições ou conversando com os amigos é um desses hábitos mais parecidos entre esses dois povos amigos. 

 

O italiano gosta tanto de café que mistura outra grande paixão, o sorvete italiano, com o café, temos assim o affogato.

 

Algumas diferenças, no entanto, marcam esse salutar costume.

 

Uma diferença bem marcante é a quantidade que se toma por vez. Se um brasileiro pedir um cafezinho em qualquer bar na Itália ficará assustado com a quantidade, que vai até o meio de uma xícara pequena (um dedo de café). Isso mesmo. Temos a impressão que o balconista mediu com contagotas. Porém, é sempre bem forte e incorpado.

 

Outra diferença é como os italianos fazem café em casa. A bebida é feita numa cafeteira chamada Moka que vocês podem ver nas fotos dos slides acima. 

 

A Moka mais famosa tem um nome que virou marca da cultura italiana. Estamos falando da Bialette.  

 

Alfonso Bialetti criou a marca famosa nos anos 30 e seu filho Renato foi responsável por expandi-la no mundo inteiro. 

 

Segundo fontes de pesquisa, a fábrica da Bialetti chegou a produzir quase vinte mil peças por dia,  exportando para o mundo inteiro. No final dos anos 80, a marca foi vendida e continua na vida dos italianos e de tanta gente pelo mundo a fora, que ama tomar um cafezinho.

 

Quem vem a Milão não deixa de levar a moka mais famosa dos italianos. 

 

Venha tomar um cafezinho em Milão conosco! Te aguardamos!

 

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Solange Padilha

 

 

 

 

 

 

MILÃO SEM MEDO DE ERRAR

O que é a cidade de Milão?

Moro em Milão, entre idas e vindas ao Brasil, desde 2015.

Costumo dizer que a cidade de Milão me escolheu, porque quando cheguei aqui, pela primeira vez, aconteceu um Déjà vu, pois foi como eu já conhecesse esse lugar.

 

Talvez o cheiro do café nas calçadas - as cafeterias pelas calçadas são minhas paixões - ou o cenário retrô (ou seria vintage?) da sua arquitetura... Sei lá, só sei que me apaixonei por tudo que vi, logo "de cara".

 

Fui descobrindo sua historia aos poucos. A cidade foi fundada pelos Celtas, aqueles povos dos druidas que adoravam os deuses da natureza e utilizavam essas forças para resolverem seus conflitos. Achei minha primeira semelhança.

 

Depois vieram os Romanos, 200 anos antes de Cristo, e destruiram a civilização Celta. Mas deixaram um legado histórico muito importante e magnifico na cidade, para se ver.

 

A cidade foi disputada pelos Romanos, Espanhois, Austriacos, Franceses; foi destruida na segunda guerra mundial pelos bombardeios dos aliados, pois Mussoline, que governava a Itália, era aliado de Hitler.

 

Hoje a cidade de Milão é um exemplo de recuperação. Seu estilo elegante, muito longe de ser separatista, é um exemplo de acolhimento a todos os povos, raças, etnias, credos.

 

Muitas nacionalidades convivem harmonicamente, nesta cidade. Quando ando nas ruas, penso entender o que significa ser universal. Ouço os idiomas do chinês, dos àrabes, dos indianos, dos brasileiros, dos outros sulamericanos e, para nos comunicarmos, usamos o italiano, que se torna o idioma da conciliação.

 

Por isso sou apaixonada por essa cidade!

 

Eu sou Solange Padilha e estou te esperando em Milão.

O que o Halloween tem a ver com Milão?

Bruxas, homens-morcegos, mortos-vivos, gatos pretos e o Jack-lanterna (abóboras com olhos e boca acesos por velas) são algumas das fantasias usadas na festa de Halloween, no dia 31 de outubro.

 

No Brasil, essa festa dos países da Europa e dos Estados Unidos caiu no gosto de muitos brasileiros. Talvez porque envolva, principalmente, as crianças que se divertem se fantasiando de mortos-vivos e indo às casas dos vizinhos para ganharem guloseimas.

 

Mas você sabe de onde veio essa cultura? Continue lendo o texto para conhecer mais sobre o Halloween.

 

A cultura do Halloween faz parte da história do povo Celta que viveu a 2.000 anos atrás na região em que hoje é a cidade de Milão entre outras da Europa.

 

O ano novo dos Celtas era festejado no dia 31 de outubro, início do outono, quando no hemisfério norte as noites ficam mais longas, os dias mais curtos e o frio intenso ameaça a agricultura. Nesta última noite de outubro, os celtas faziam a festa para o deus da morte, Samhain, que permitia que os fantasmas andassem e se misturassem entre os vivos.

 

Os Celtas preparavam muitas iguarias e guloseimas para o banquete que recepcionava os espíritos dos mortos. Os Druidas, sacerdotes dos Celtas, acreditavam que se os espíritos se fartassem com as guloseimas, estes deixariam em paz toda a comunidade Celta e as colheitas do próximo ano seriam fartas.

 

A abóbora com olhos e boca veio mais tarde, no Halloween dos Irlandeses, que acrescentaram à festa a lenda de um homem chamado Jack, que de tão mesquinho não conseguiu ganhar um lugar ao céu, após a morte.

 

Então, o deus da morte, Samhain, o condenou a andar pelos campos, segurando uma lanterna para iluminar o seu próprio caminho. Mais tarde, os europeus começaram a esculpir o rosto assustado do Jack em abóboras por ser uma leguminosa bastante abundante nesta época.

 

Com o tempo e com a mudança no calendário, o dia 31 de outubro deixou de ser o último dia do ano e a festa de Halloween continuou como festival do outono, agradecendo a colheita e honrando os mortos.

 

No calendário cristão, logo depois dos festejos de Halloween, festejamos o dia dos mortos, quando muitas pessoas vão ao cemitério e oferecem flores e velas aos seus antepassados.

 

Atualmente, na Europa, um Jack Lanterna (abóbora) com uma vela acesa e brilhante é colocado na janela ou na varanda da frente de uma casa, na noite de Halloween, para avisar às crianças fantasiadas de fantasmas que há guloseimas para elas.

 

No Brasil, geralmente são as escolas que preparam uma festividade de Halloween para crianças, que se fantasiam de fantasmas, bruxas, mortos-vivos, morcegos, gato preto, combinando teatro, música, jogos, alegria e muita brincadeira.

 

Feliz Halloween e bom divertimento para todos!

 

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Grazie

Solange Padilha